Calças Molhadas
Esse mundo globalizado nos proporciona vantagens, mas também desvantagens. Tomar conhecimento instantaneamente de fatos importantes é algo positivo. Mas exemplos negativos que são divulgados diariamente trazem tristeza, revolta e comoção para muitos, gerando filhos do mal.
Não obstante a tudo isso gostaria de pensar com você sobre nosso comportamento com aqueles que estão bem próximos: na escola, no trabalho, no grupo social, etc. Como tem sido nossos relacionamentos? O que temos feito para que nosso viver seja diferenciado, mesmo que isso não seja alardeado, que seja de maneira discreta?
Sabemos que “… não devemos nos amoldar ao esquema deste mundo, mas ser transformado pela renovação da nossa mente…” (Romanos 12.2). Como temos usado a misericórdia? Com quem estamos nos importando, ou que nos incomoda numa pessoa que sofre uma vergonha, uma dor profunda? Até que ponto há em nós disposição para correr risco para ajudar alguém? O que nos incomoda nas pessoas é a sua “chatice” ou a “sua dor”?
Um menino de nove anos está sentado na carteira e, de repente, há uma poça entre seus pés. A parte dianteira de suas calças está molhada. Pensa que seu coração vai parar! Nunca acontecera antes! Sabe que quando os meninos descobrirem, nunca o deixarão em paz, e as meninas não falarão mais com ele.
Abaixa a cabeça e ora: “Querido Deus, isto é uma emergência! Eu necessito de ajuda agora! Logo serei um menino morto”. Levanta os olhos e vê a professora chegando. Enquanto a professora anda até ele, uma colega chamada Susie, carregando um aquário cheio de água, tropeça e despeja a água no colo do menino.
Ele finge estar irritado, mas ao mesmo tempo interiormente diz: Obrigado, Senhor! Obrigado Senhor!” Agora, em vez de ser ridicularizado, o menino recebe compaixão. A professora desce apressadamente com ele e dá-lhe um calção de ginástica para vestir enquanto suas calças secam. Todas as outras crianças estão limpando ao redor de sua carteira.
A compaixão é maravilhosa! Mas como tudo na vida, o ridículo que deveria ter sido dele foi transferido para outra pessoa – Susie, que tenta ajudar, mas lhe dizem pra sair. “Você já fez demais, grosseira!”
Finalmente, no fim do dia, enquanto esperam o ônibus, o menino disse a Susie: “Você fez de propósito, não foi?” E Susie lhe sussurra: “Eu também molhei minha calça uma vez”. (Anônimo).
O Senhor nos concede oportunidades diárias para ajudar. Que Ele abra os nossos olhos. Porém, sabemos que para isso precisamos diariamente apresentar os nossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Romanos 12.1). Assim, a misericórdia estará sempre conosco e a bênção para sempre.
Que Deus nos abençoe!
Pr. Gerson Salustre da Silva

