A Mulher e a Mutualidade

Pela passagem do “Dia Internacional da Mulher”, 08 de março, queremos salientar o exemplo das mulheres da igreja primitiva que aprenderam a acolher vivenciando a mutualidade. Movidas pelo amor de Deus que, como fogo abrasador, incendiou seus corações para fortemente pulsarem, dia após dia, noite após noite, a fim de que, os que pudessem ouvir a pregação do evangelho alcançassem a justiça de Deus, mediante a fé em Cristo Jesus (Romanos 3.22).
Mulheres como Febe, que por sua dedicação recebeu o título honroso de “serva” da igreja em Cencréia; como Priscila que arriscou sua vida por Paulo; como Maria, Trifena, Trifosa e Pérside que, incansavelmente, “trabalharam arduamente no Senhor”; como a mãe de Rufo que, por sua paixão pelo serviço santo, “se tornou uma mãe” para o apóstolo Paulo (Romanos cap 16).
Elas não possuíam nenhum título específico como pastoras, presbíteras, missionárias, embaixadoras, etc. Mas estavam sempre presentes no socorro, no serviço, nas orações; como irmãs, como mães, como conselheiras.
Por isso trago um desafio para nossas mulheres: Hoje é tempo de colheita. Rute é outra mulher que decidiu seguir após os ceifeiros de Boaz e assim, alcançou graça de seu senhor (Rute cap 2). Mulheres! “Abram os olhos e vejam os campos. Eles estão maduros para a colheita” (João 4.35).
Jesus quer transformar e libertar homens e mulheres não só do pecado, mas também da máscara da religiosidade que permeia até hoje o comportamento do ser humano. Mergulhado em seu egoísmo excessivamente molesto a si mesmo, este se tornou incapaz de perceber que viver o evangelho é “negar-se a si mesmo, é tomar a cruz e seguir ao Senhor” pelo que Ele é, e não pelo que Ele pode dar (Mateus 16.24).
Na condição de libertos homens e mulheres são chamados a embrenharem-se no serviço mútuo exercendo “os dons e a vocação que Deus lhes concedeu, sem arrependimento” (Romanos 11.29), a fim de que no último dia, sendo encontrados fiéis ao que lhes foi proposto, finalmente, participem da alegria do seu Senhor e Salvador (Mateus 25.21).
Que Deus nos abençoe. Amém!
Pr Gerson Salustre

