Festas Juninas
Nessa época do mês de junho, sempre me perguntam sobre a participação das nossas crianças nas festividades juninas das escolas. Penso que proibi-las sem ensiná-las não trás resultados. A criança precisa saber a origem dos festejos juninos. Se a criança ainda não tem capacidade para entender, para ela o evento passa a ser como qualquer outro. Elas não saberão diferenciar. Cabe aos pais o cuidado com seus filhos para que cresçam na verdade do Senhor Jesus.
“Os festejos de junho, não surgiram em seio cristão. A exemplo de várias celebrações católicas, eles têm raízes pagãs, muito anteriores ao nascimento de Jesus. Povos da Antiguidade, como os celtas, aproveitavam o solstício de verão – o dia mais longo e a noite mais curta do ano, que ocorrem por volta do dia 22 de junho, no Hemisfério Norte – para festejar e pedir aos deuses fertilidade nas plantações. Isso apenas até o século X quando a Igreja Católica decidiu “cristanizar” os festejos, rebatizando a folia em homenagem a três santos do mês. Antonio, Pedro e João. Assim, os rituais aos deuses pagãos ganharam novos padroeiros, e, com eles, novos significados.
1. Fogaréu da anunciação
Segundo a tradição, Santa Izabel acendeu uma fogueira em frente a sua casa, para comunicar a Maria, que vivia distante, o nascimento do seu filho João - A mãe de Jesus veria a fumaça ao longe. Além de São João, homenageado com uma fogueira de base redonda, os outros dois santos também ganharam labaredas próprias: a de Antonio é quadrada e a de Pedro retangular.
2. Mastro da Fecundidade
Nos festejos pagãos os mastros simbolizavam a fecundidade vegetal. De acordo com a tradição católica, uma grande haste de madeira foi erguida por Isabel ao lado da fogueira, para reforçar a mensagem de que João nascera. Nas festas juninas, o mastro é erguido na noite do dia 23 e incorporou, ao fogo, bandeira com imagens dos três santos padroeiros.
3. Foguetório Milagroso
Os fogos servem tanto para espantar os maus espíritos (como acreditavam os pagãos) quanto para acordar São João para a festa. Segundo o folclore católico, Zacarias, o pai de João, penava há tempos com a perda da voz, que só recuperou ao anunciar o nascimento do filho. A volta da fala foi motivo de muitos fogos e vivas.
4. Sacramento Forçado
Festa junina de verdade não abre mão de um bom casamento entre uma noiva grávida e um noivo fujão. A tradição ganhou mais força com a fama de casamenteiro de Santo Antonio. Outro costume da folia é o batismo de São João, praticado em arraiais de cidades do interior. A água em que se banha a imagem do santo receberia poderes de cura.
5. Cai, Cai, Balão…
Os balões coloridos que sobem ao céu levam a São João os pedidos – ou agradecimentos – dos fiéis. Crê-se que o dono do balão que chegar ao alto terá seu desejo atendido. Hoje, porém, os devotos só podem enviar os pedidos ao santo fazendo preces mesmo; o Código Florestal Brasileiro pune com um ano de prisão quem soltar balões”. (Texto extraído da Revista das Religiões).
Quando estava no terceiro ano primário, a professora contou na classe essa mesma história da fogueira que Izabel havia acendido. Mas para mim nunca teve nenhum significado. Eu já sabia da história real.
“Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistências a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar. Amarre-as como sinal nos braços e prenda-as na testa. Escreva-as nos batentes das portas de sua casa e nos seus portões” (Dt 6.6-9).
Que Deus nos abençoe!
Pr. Gerson Salustre da Silva

